Criado originalmente para as licitações relacionadas à Copa e Olimpíada, o RDC se tornou a pedra de toque do Governo Federal para atualizar as contratações públicas brasileiras. Primeiro, pela emissão de medidas provisórias que estendiam a sua aplicação a todas as obras do PAC e às contratações no setor de saúde e educação; depois, pela prática, cada vez mais comum, de condicionar, formalmente ou informalmente, as transferências de recursos do PAC para Estados e Municípios à utilização pelas seus destinatários do RDC.
Dessa forma, o Governo Federal está, de pouco em pouco, substituindo a Lei 8.666/93 pelo RDC.

Há 3 pautas principais que qualquer reforma legislativa sobre as contratações públicas deveria atualmente atacar:

a) Redução de burocracia;

b) Aumento das oportunidades de competição;

c) Incentivo ao estabelecimento nos editais de linhas de corte para que a competição se dê apenas entre os capazes de desempenhar o objeto contratual, de modo a evitar os problemas de descumprimento de contrato e falso cumprimento de contrato, tão comuns por consequência da contratação de empresas, na prática, incapazes de executar os contratos.

O RDC buscou resolver os dois primeiros temas acima mencionados. Deixou, contudo, o terceiro intocado.